19.11.16

Convite - Sozinho na Multidão


Sozinho na Multidão - Contos sobre solidão




Organização: José Fanha

Ana Maria Machado | Ana Nobre de Gusmão | Fernando Pinto do Amaral | João de Melo | José Fanha | José Luís Mendonça | Margarida Fonseca Santos | Miguel Real | Patrícia Portela | Paulo Moreiras | Sérgio Luís de Carvalho | Sílvia Alves

SINOPSE
Solidão. É este o tema de que nos fala a segunda coletânea de contos inéditos apresentado pela IN Edições. Um tema intemporal que assola a sociedade de hoje e que, de alguma forma, nos afeta a todos direta ou indiretamente. Neste livro reunimos 12 textos de alguns dos mais notáveis autores lusófonos contemporâneos, numa obra de ternura e compaixão que vai de certeza tocar o seu coração.

8.6.16

Praça das Letras junta escritores e leitores em Pombal


No próximo dia 25 de Junho, sábado, Pombal acolhe a «Praça das Letras – a literatura ao encontro dos leitores», um evento literário que visa promover um convívio informal entre escritores e leitores, numa organização do Teatro Amador de Pombal, no âmbito do seu 40.º aniversário.

Do programa fazem parte sessões de autógrafos com cerca de 14 escritores presentes, com destaque para os autores distinguidos com o Prémio LeYa, João Ricardo Pedro (2011) e António Tavares (2015), assim como tertúlias, teatro e um concerto de música ao vivo, que se realizam na Praça Faria da Gama, também conhecida como Praça das Galinhas, junto ao edifício da Junta de Freguesia, na zona histórica de Pombal.

Pelas 17h00, ficaremos a conhecer a reinvenção das revistas culturais pela voz de João Pombeiro, fundador da CABIDE, a primeira revista ao vivo em Portugal, e de Ricardo Graça, um dos fundadores da revista Preguiça Magazine.

Pelas 19h00, Joaquim Ruivo, director do Mosteiro da Batalha, um dos monumentos históricos mais visitados em Portugal, fará a apresentação da antologia «Contos Imperfeitos», juntamente com Paulo Kellerman e João Paulo Silva, coordenadores da edição, que reune contos de vinte escritores que escreveram sobre aquele monumento.

Ainda na noite de sábado, pelas 20h00, durante o jantar na Leitaria da Praça, os escritores presentes lêem excertos das suas obras num ambiente informal, de convívio, partilha e de boa disposição.

Logo após o jantar, pelas 22h00, o Meio Caminho Teatro apresenta o espectáculo «Letra 3», um jogo de cruzamento da palavra pelos espaços da Praça das Letras, percorrendo diferentes autores de teatro e não só, descobrindo diferentes espaços internos, onde as ideias e as emoções ultrapassam o número de letras que as compõem.

Pelas 23h00, realiza-se um concerto ao vivo com Rapaz Improvisado e a participação especial de Miss Cat, para fechar a Praça das Letras com chave de ouro e poéticas sonoridades.

Estão assim reunidos vários ingredientes para um dia dedicado às artes e ao convívio entre amadores de literatura. Se tudo correr bem, para o ano há mais.

Convidados
António Breda Carvalho | António Canteiro | António Tavares | Carlos Campaniço | Fausta Cardoso Pereira | João Paulo Silva | João Pombeiro | João Rebocho Pais | João Ricardo Pedro | Joaquim Ruivo | Margarida Cardoso | Mário Silva Carvalho | Meio Caminho Teatro | Miss Cat | Nelson Pedrosa | Paulo Kellerman | Paulo Moreiras | Rapaz Improvisado | Ricardo Graça | Silvério Manata

Programa
15h00 - Sessão de autógrafos: Carlos Campaniço | João Rebocho Pais | Paulo Moreiras

16h00 - Sessão de autógrafos: António Tavares | Fausta Cardoso Pereira | João Ricardo Pedro

17h00 - Tertúlia: A reinvenção das revistas culturais
João Pombeiro (CABIDE – a revista ao vivo) | Ricardo Graça (Preguiça Magazine)

18h00 - Sessão de autógrafos: António Breda Carvalho | António Canteiro | Nelson Pedrosa | Margarida Cardoso | Mário Silva Carvalho | Silvério Manata

19h00 - Apresentação: Contos Imperfeitos (antologia de contos sobre o Mosteiro da Batalha)
Joaquim Ruivo | Paulo Kellerman | João Paulo Silva

20h00 - Jantar com Leituras Públicas
Vários autores lêem excertos das suas obras na Leitaria da Praça

22h00 - Teatro: Letra 3, Meio Caminho Teatro

23h00 - Concerto ao ar livre: Rapaz Improvisado, com a participação especial de Miss Cat

A «Praça das Letras – a literatura ao encontro dos leitores» é uma organização do Teatro Amador de Pombal que conta com a parceria do Município de Pombal e da Junta de Freguesia de Pombal, e o apoio da Livraria Soares, Leitaria da Praça e Preceram.

Pão & Vinho em Trancoso


No próximo dia 11, sábado, regressarei a Trancoso, juntamente com o Fuas Bragatela que, neste regresso a casa, leva «Pão & Vinho» na albarda. Tudo a propósito do 36.º aniversário da Associação Cultural e Recreativa de Trancoso.

21.4.16

Memórias de uma Ponte Escrita

Ainda a rememorar alguns episódios da passagem pela Ponte Escrita, em Chaves.

Uma conversa com os alunos da Escola Profissional de Chaves sobre as artes culinárias e literárias.

A Ponte Escrita dos autores e seus livros também se fez nos escaparates das lojas, aqui numa espécie de bric-a-brac, qual caverna de Aladino, onte tudo se encontra, até um romance.

A Rua dos Gatos, que me calhou em sortes ser o local do meu conto a trabalhar.

Uma conversa com outros autores, num espaço fenomenal: a Ilha do Cavaleiro.

Por fim, um encontro fantástico com um grupo de professoras e leitoras, que comigo partilharam a mesa na Adega do Faustino e descobriram uma autor com nome de aldeia flaviense, aqui em jeito de despedida e com votos de muitas leituras.

Uma Ponte Escrita que também foi uma Ponte de Afectos, Memórias e Partilhas. Até breve, Chaves.

11.4.16

Ponte Escrita - 1º Encontro de Escritores Luso-Galaico


Nos próximos dias 15, 16 e 17 de Abril irei participar no «Ponte Escrita - 1º Encontro de Escritores Luso-Galaico», que se realiza em Chaves. Além de promover um encontro entre escritores portugueses e galegos, este evento foi um dos projectos vencedores do Orçamento Participativo do Município de Chaves em 2015. 

Na sexta-feira, os escritores irão visitar as diversas escolas do concelho e à noite, pelas 20h00, participam num jantar e serão cultural na Adega do Faustino, aberto ao público através de inscrição.

No sábado, realiza-se uma visita guiada pela cidade de Chaves com o objectivo de os escritores conhecerem melhor a cidade e assim terem inspiração para depois desenvolverem um conto que será uma espécie de roteiro literário sobre Chaves.

O ilustrador Richard Câmara fará um diário gráfico de todo o encontro.

Escritores convidados: Anton Cortizas Amado, Cristina Carvalho, Elena Gallego Abad, Francisco José Viegas, Herculano Pombo, Inma López, João Madureira, José Carlos Barros, Tiago Salazar, José Fanha, Manuel Araújo, Nuno Camarneiro, Olinda Beja, Paulo Moreiras, Rita Taborda Duarte, Richard Câmara e Rui Vieira.

Programa
15 de Abril (sexta-feira)
10h00 - 15h00 - Encontro de escritores com os professores e alunos das escolas da cidade
16h30 - «Ponte Descrita» Workshop de desenho em diário gráfico com Richard Câmara, na Biblioteca Municipal
17h00 - Recepção dos escritores pelo Presidente da Câmara e Alcalde de Verín;
20h00 - Jantar e serão cultural com os escritores e população, no Restaurante Adega Faustino (inscrições no local)

16 de Abril (sábado)
09h00 - «Ponte Descrita» Workshop de desenho em diário gráfico com Richard Câmara, na Biblioteca Municipa
09h15 - Visita Guiada
21h00 - «Impressões de uma Cidade», Conversas com moderação de João Morales, no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso

17 de Abril (domingo)
10h00 - Visita ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso e sede da Eurocidade Chaves-Verín
13h00 - Almoço de encerramento

3.2.16

Contos Imperfeitos



Vinte escritores escreveram vinte contos sobre o Mosteiro da Batalha, um dos monumentos mais visitados de Portugal. Vinte olhares literários diferentes para descobrir, em letra redonda, no próximo dia 6 de Fevereiro, sábado, pelas 16h00, no Auditório do Mosteiro da Batalha. Apareçam.


30.11.15

Tinto no Branco - Festival Literário de Viseu

No próximo fim-de-semana participarei no Tinto no Branco – Festival Literário de Viseu, no Solar do Vinho do Dão, onde irei falar sobre «Contos, lendas e facécias do Vinho», entre outras coisas. Quem puder, apareça.
Toda a programação aqui.


26.10.15

O Almanaque Borda d’Água

O Almanaque Borda d’Água é, talvez, a mais antiga publicação do género em Portugal. Anualmente são vendidos milhares de exemplares aos agricultores e demais interessados de todo o país, que religiosamente o seguem. «Nunca falha», afirmam alguns dos seus leitores.
Certo dia perguntaram ao poeta leiriense Afonso Lopes Vieira qual era o seu livro de cabeceira. Com o humor que lhe era reconhecido respondeu: «O Almanaque Borda d’Água».
Tal era a fama desta publicação, lida e desejada por letrados, agricultores e demais interessados em saber as luas, as marés ou outras importantes informações agrícolas e meteorológicas, que ao longo dos anos o Almanaque Borda d’Água almejou que hoje é difícil conseguir definir qual a data da sua primeira edição. Perde-se nos tempos e na memória.
O exemplar mais antigo que tive oportunidade de consultar é do ano de 1851, impresso em Coimbra pela Imprensa da Universidade e propriedade da viúva de Lourenço João Bernardo. Nesse tempo já ele era apelidado de «o verdadeiro e mais antigo Borda d’Agua», mas com outro nome à cabeça: «Lunario, Prognostico e Diario» (edição de 1858), escrito por «Antonio de Sousa, astronomo lusitano, um maltez da Borda d’Água e Beira» e considerada uma «obra utilissima, segundo as regras astronomicas, aos lavradores, pescadores, pomareiros, hortelões, jardineiros e caçadores». Ainda no frontispício uma quadra alertava os leitores para a veracidade da publicação:

«Acautelae-vos, Freguezes,
De quem vos quer enganar;
Só eu sou o verdadeiro,
O Borda d’Agua sem par».

Tais indicações pressupõem que a publicação era muito anterior à data de 1851. Como era um folheto que muito se vendia, bastas também foram as edições fraudulentas que se editaram, estando o verdadeiro editor alerta e avisando os seus fregueses.
Vendia-se, naqueles tempos, na Rua das Fangas, em Coimbra, na loja da viúva de Lourenço João Bernardo, onde também se vendiam «livros, novellas, tragedias de todas as qualidades, comedias entremezes, e historias curiosas», em Braga, Lamego, Mangualde, Trancoso, Viseu, aos cuidados do «cego Bonifacio José dos Sanctos», em Aveiro «e em todas as feiras, aonde elle se achar». E assim foi durante muito e muitos anos, disseminando-se por todo o Portugal, de lés a lés.
Com o passar dos anos o Almanaque Borda d’Água foi sofrendo alterações, tanto a nível gráfico, tamanho e qualidade de papel, como de boneco, característica essa que bem o identificava perante os leitores, muitos deles analfabetos, que o davam a ler a quem soubesse, para que lhes dessem conta das informações nele contidas.
Até aos anos sessenta, pelo menos, continuou a ser publicado em Coimbra, sendo nesta temporada pertença de Manuel Teixeira, primeiro, e depois sua filha, Deolinda Teixeira, que continuou a publicar o Borda d’Água.
Numa edição para o ano de 1940 surge já como «Repertório», designado como o «mais antigo e mais acreditado». Também no seu frontispício se inserem duas estrofes versejadas, uma delas carregada com um teor nacionalista, bem ao jeito da época:

«Tenho honra em ter nascido
Neste belo Portugal.
Dele já fala o mundo inteiro
Por ter progresso e dinheiro
E um Govêrno sem igual.»

Pouco tempo depois, conta-se, não há provas concretas, terá existido uma edição do Almanaque Borda d’Água que foi apreendida pela PIDE e os seus editores a braços com uma série de problemas. O problema teria sido causado pelas citações de carácter generalista, que habitualmente compunham as páginas, terem sido trocadas por citações de Lenine, Marx e Engels. Contam os editores que desconheciam essas mesmas frases, outros apontam os tipógrafos como os autores do acto revolucionário. A edição ficou suspensa, mas desde há alguns anos a esta parte, novamente começou a ser publicado, desta feita em Lisboa, como Borda d’Água – O Verdadeiro Almanaque, Reportório útil a toda a gente.
E foi, durante muito tempo, o governo da casa e de muitas famílias, principalmente de agricultores, que por ele se guiavam para as sementeiras, enxertias e podas, entre outros úteis e importantes conselhos.
Para muitos, comprar o Almanaque Borda d’Água era uma verdadeira tradição de família, pois sempre um exemplar existia em casa ou já o pai comprava todos os anos. Disso dá conta o prólogo, na edição do ano 1940, em que diz: «E é tão grande o conceito de que gosa esta acreditada folhinha, tão afamada a sua orientação e a veracidade das suas informações, que raras são as famílias portuguêsas que se dispensam de possuir êste Borda d’Agua, o mais barato de quantos se publicam em Portugal.»
No entanto, o Almanaque Borda d’Água não era só utilizado para consulta. Em tempos mais remotos, quando os calendários não existiam com a profusão dos dias de hoje, certas famílias usavam-no como registo e diário de vários factos e acontecimentos, principalmente, ligados à família, como o falecimento ou nascimento de um parente. De geração para geração se transmitia o passado e o registo familiar.

Obs: este texto é uma versão melhorada e reduzida, de um artigo publicado originalmente no Jornal de Leiria, suplemento Viver, em 2001.

Paulo Moreiras

Prémios

O filme de promoção turística «Região de Leiria - Terra de Maravilhas», em que sou o autor do guião, foi galardoado com dois prémios na 8.ª edição do ART&TUR - Festival Internacional de Cinema Turístico, em Gaia, arrecadando o galardão máximo, o «Grande Prémio para o Melhor Filme Português», bem como o «Melhor Filme» na categoria «Destinos Turísticos». Este filme foi realizado pela Slideshow para a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria.


Sobre  o ART&TUR - Festival Internacional de Cinema Turístico pode ler aqui.